A Art Déco, que também se tornou muito popular na Europa, principalmente junto dos arquitectos de interiores, misturava a elegância do racionalismo e os materiais puros e nobres de Mies van der Rohe com um jogo de superfícies rectangulares que lembravam as formas do “De Stijl”. Destaca-se uma tendência para as linha aerodinâmicas , bem como o empréstimos eclecticistas retirados da ornamentação babilónica e do Antigo Egipto. As formas espaciais, completamente viradas para a perpendicularidade, austera e despojada, assim como as fachadas-cortina de vidro de Mies van der Rohe ainda não eram suficientemente impressionantes ou monumentais, de maneira que a puderem impôr-se face a uma arquitectura orientada no sentido comercial.
As bases visionárias da Escola de Chicago há muito que tinham sido assoreadas, não tendo praticamente encontrado seguidores nos E.U.A. Até o discípulo de Sullivan, Frank Lloyd Wright, que tinha feito sensação antes da Primeira grande Guerra com as suas “Casas da Pradaria” de plantas livres, não projectou nada de significativo durante os anos vinte.
No entanto esta situação iria ser alterada quando muitos dos arquitectos europeus mais importantes emigraram para os E.U.A. devido à situação política vigente na Europa e à hostilidade contra a arquitectura moderna na Alemanha e na Rússia – dois dos países vanguardistas mais significativos.

Richard Neutra, Lovell House, 1927
Um dos primeiros foi o vienense Richard Neutra, do qual o projecto Lowell Beach House, de1926, permaneceu estilisticamente bastante desacompanhado.Neutra trabalhou no Atelier de Frank Lloyd Wright , cuja casa sobre uma cascata – “Falling Water” – com os seus blocos de betão lisos, dispostos em camadas assimétricas e entre os quais se encontram faixas de janelas, foi claramente inspirada pelos estímulos dos arquitectos emigrados.
Frank Lloyd Wright, Casa "Falling Water", 1935 -1939
Contudo, foi um americano que, com um edifício, levou toda a evolução da arquitectura moderna até ao seu auge, com isso, praticamente ao seu ponto final – precisamente no momento em que a nova arquitectura alcançava na maioria dos países a primazia incontestada.
Philip Johnson reduziu a cor, a forma e o material ao seu mínimo e erigiu, em 1949, a sua “Casa de Vidro” em New Canaan. Foi claramente inspirado por Ludwig van der Rohe e pelo seu “Crown Hall” de Chicago, por exemplo, projectado um pouco antes mas construído apenas mais tarde. Era um projecto minimalista, com um perfil de aço, escuro, fino e rectangular, totalmente envidraçado, sem paredes, apenas um corpo cilíndrico de tijolo onde foram montadas as instalações técnicas, era impossível de construir – pois se não deixaria de existir uma casa. A renegação de tudo o que tinha sido usual na história milenar da arquitectura não podia ser levada mais longe. Também as exigências colocadas aos utilizadores de um edifício destes tinham sido elevadas a um extremo nunca antes visto: a ideia de viver numa “Caixa de vidro” permanece, até hoje, simplesmente insuportável para a maioria das pessoas.

Philip johnson: Glass House, 1949
Fritz Lang
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